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  • Cavitação PulmonarInfeccioso / neoplásico / vascular

Cavitação Pulmonar Infeccioso / neoplásico / vascular

Qual a causa da cavidade? Contexto + parede + epidemiologia

Como decidir: TB/fúngica · abscesso · neoplasia (parede espessa) · êmbolos sépticos/vasculite.

• Cavitação + tosse/febre/sudorese/perda de peso + epidemiologia + BAAR/cultura/escarro → Tuberculose (e micoses endêmicas) — excluir no Brasil (Parede espessa irregular sem resposta a tratamento infeccioso aponta neoplasia)

• Cavitação com nível hidroaéreo + febre + aspiração/dentição ruim + escarro pútrido → Abscesso pulmonar (Ausência de quadro infeccioso agudo torna abscesso menos provável)

• Cavitação crônica de parede espessa e irregular + tabagista + perda de peso → Neoplasia cavitada (carcinoma escamoso) (Parede fina e contexto infeccioso apontam causa benigna/infecciosa)

• Múltiplas cavitações periféricas + êmbolos sépticos (endocardite direita, usuário de droga EV) ou vasculite/ANCA → Vascular: êmbolos sépticos / vasculite (GPA) (Cavitação única com BAAR positivo aponta TB)

• Contexto clínico + epidemiologia: Febre/cronicidade/imunossupressão, tabagismo, uso de droga EV; no Brasil sempre considerar TB e paracoccidioidomicose

• Características da parede: Parede fina/regular tende a benigno; espessa e irregular eleva a suspeita de malignidade

• Microbiologia + biópsia: Escarro/cultura/BAAR/fungos, hemoculturas (êmbolos sépticos), ANCA (vasculite); biópsia se suspeita neoplásica

Tuberculose / Fúngica

Passo-chave: Cavidade + febre/perda de peso → BAAR

Fisiopatologia: A TB cavita por necrose caseosa (tipicamente ápices); micoses endêmicas (paracoco, histoplasmose) também cavitam.

Diagnóstico: Cavitação + clínica crônica + BAAR/cultura/TRM-TB; sorologia/micológico para fungos.

Tratamento: Esquema antituberculose + notificação; antifúngico nas micoses.

Alerta: No Brasil, cavitação apical com sintomas crônicos é TB até excluir.

Pegadinhas:

  • Localização apical favorece TB.
  • Paracoco no diferencial em trabalhador rural.
  • Conecta-se ao framework de doença granulomatosa.

Abscesso Pulmonar

Passo-chave: Nível hidroaéreo + aspiração

Fisiopatologia: Infecção supurativa com necrose forma cavidade com pus, frequentemente por aspiração de anaeróbios.

Diagnóstico: Cavidade com nível hidroaéreo + febre + escarro pútrido + contexto de aspiração.

Tratamento: Antibiótico prolongado (cobrir anaeróbios) + drenagem se não responder; tratar a causa da aspiração.

Alerta: Fatores de aspiração (rebaixamento, disfagia, má dentição) são pista.

Pegadinhas:

  • Escarro pútrido sugere anaeróbios.
  • Localização conforme a posição na aspiração.
  • A maioria responde a antibiótico, sem cirurgia.

Neoplasia Cavitada

Passo-chave: Parede espessa irregular + tabagista

Fisiopatologia: Tumores (sobretudo carcinoma escamoso) podem necrosar centralmente e cavitar.

Diagnóstico: Cavidade crônica de parede espessa/irregular + fatores de risco. TC + broncoscopia/biópsia.

Tratamento: Definição histológica + manejo oncológico.

Alerta: Cavitação que não melhora com tratamento infeccioso = biopsiar.

Pegadinhas:

  • Parede espessa e irregular é o sinal de alarme.
  • Carcinoma escamoso é o que mais cavita.
  • Não atribuir à infecção sem excluir câncer.

Êmbolos Sépticos / Vasculite

Passo-chave: Múltiplas cavidades periféricas

Fisiopatologia: Êmbolos sépticos (endocardite direita) ou vasculite (granulomatose com poliangeíte) causam cavitações múltiplas.

Diagnóstico: Múltiplas cavidades + hemoculturas/eco (endocardite) ou ANCA/biópsia (vasculite).

Tratamento: Antibiótico prolongado + tratar a endocardite; imunossupressão na vasculite.

Alerta: Endocardite tricúspide no usuário de droga EV dissemina êmbolos sépticos.

Pegadinhas:

  • Usuário de droga EV: pensar endocardite tricúspide.
  • GPA: vias aéreas + pulmão + rim + c-ANCA.
  • Conecta-se aos frameworks de endocardite e vasculite.