Toque nos quadros para ver o passo-chave, a fisiopatologia, o diagnóstico, o tratamento e os pontos de atenção. No fluxograma, arraste para os lados para ver os outros ramos.
- PneumoniaInfecção do parênquima
- CAP (Comunidade)CURB-65CURB-65 ≥ 2 = internar
- HAP / VAPCobertura ampliadaMRSA + Pseudomonas
- PneumoniaInfecção do parênquima
- CAP (Comunidade)CURB-65CURB-65 ≥ 2 = internar
- HAP / VAPCobertura ampliadaMRSA + Pseudomonas
Pneumonia Infecção do parênquima
Local de Aquisição Define a cobertura
Como decidir: CAP: comunidade. HAP: ≥ 48h internado. VAP: VM ≥ 48h.
• Adquirida na comunidade → CAP (estratificar por CURB-65) (<48h de internação)
• ≥48h de internação OU ≥48h de VM → HAP/VAP (cobrir MRSA/Pseudomonas) (Flora hospitalar/MDR)
• Início abrupto + consolidação lobar + diplococos Gram+ → Típica (pneumococo) (Atípica é gradual/intersticial)
• Gradual + tosse seca + hiponatremia/diarreia (Legionella) → Atípica (Beta-lactâmico não cobre)
• CURB-65: Confusão, Ureia>50, FR≥30, PA<90/60, ≥65a. ≥2 = internar
• Antígeno urinário: Legionella e pneumococo: confirma atípica/típica rapidamente
• Tempo de internação: A bifurcação CAP vs HAP/VAP é definida pelo marco de 48h
CAP (Comunidade) CURB-65
Típica (S. pneumoniae)
Passo-chave: RX + hemocultura + escarro
Fisiopatologia: Consolidação alveolar lobar por pneumococo; início abrupto.
Diagnóstico: RX: consolidação lobar. Gram: diplococos Gram+.
Tratamento: Beta-lactâmico (amoxicilina/ceftriaxona). Resistência: fluoroquinolona.
Alerta: Bacteremia em 20%.
Pegadinhas:
- Asplênico: risco de pneumococo fulminante.
- Bacteremia frequente — colher hemocultura.
- Resposta clínica em 48-72h; reavaliar se não melhora.
Atípica (Mycoplasma, Legionella)
Passo-chave: Antígeno urinário + sorologia
Fisiopatologia: Patógenos intracelulares causam pneumonia intersticial.
Diagnóstico: Infiltrado intersticial; Legionella: hiponatremia, diarreia, antígeno urinário.
Tratamento: Macrolídeo ou fluoroquinolona.
Alerta: Beta-lactâmicos não cobrem.
Pegadinhas:
- Beta-lactâmico isolado falha — não cobre atípicos.
- Legionella: notificação + hiponatremia característica.
- Mycoplasma: jovem com tosse seca arrastada.
CAP Grave (UTI)
Passo-chave: Cobertura dupla + UTI
Fisiopatologia: Resposta inflamatória intensa com falha respiratória/choque.
Diagnóstico: CURB-65 ≥ 3 ou critérios ATS/IDSA; SpO₂ < 90%, vasopressor.
Tratamento: UTI + beta-lactâmico + macrolídeo (ou fluoroquinolona).
Alerta: Fator de risco MRSA: adicionar cobertura.
Pegadinhas:
- Adicionar MRSA se hemodiálise/ATB recente.
- CURB-65 subestima o jovem grave — julgar clínica.
- Não atrasar o ATB enquanto colhe exames.
HAP / VAP Cobertura ampliada
HAP Precoce (< 5 dias)
Passo-chave: Ceftriaxona ou FQ respiratória
Fisiopatologia: Flora ainda comunitária nos primeiros dias de internação.
Diagnóstico: Infiltrado novo + febre/secreção em < 5 dias, sem fator de MDR.
Tratamento: Ceftriaxona ou fluoroquinolona respiratória.
Alerta: Reavaliar em 48-72h.
Pegadinhas:
- Sem fator de risco MDR cobre como CAP.
- Reclassificar para tardia se não melhora.
- Antibioticoterapia prévia muda o espectro.
HAP Tardia / VAP
Passo-chave: Cobertura anti-Pseudomonas/MRSA
Fisiopatologia: Colonização por germes resistentes na internação prolongada/VM.
Diagnóstico: Infiltrado + culturas com MDR (Pseudomonas, Acinetobacter, MRSA).
Tratamento: Pipe-tazo ± aminoglicosídeo/polimixina + vanco/linezolida.
Alerta: Desescalar após cultura.
Pegadinhas:
- Desescalonamento após cultura reduz resistência.
- VAP: usar cultura quantitativa do aspirado.
- Cada dia de espectro amplo seleciona MDR.