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  • Hipotermia AcidentalTemperatura central < 35 °C

Hipotermia Acidental Temperatura central < 35 °C

Qual a gravidade e a conduta? Graus + reaquecimento + parada hipotérmica

Como decidir: Leve (tremor) · moderada (cessa tremor, onda J) · grave (coma/FV). PCR: reaquecer antes de declarar óbito.

• Temperatura central 32–35 °C: tremor presente, taquicardia, paciente alerta → Hipotermia leve (Cessação do tremor + bradicardia/confusão apontam moderada)

• Temperatura 28–32 °C: tremor cessa, bradicardia, confusão/letargia, onda J (Osborn) no ECG → Hipotermia moderada (Coma/rigidez/arritmias graves apontam hipotermia grave)

• Temperatura < 28 °C: coma, rigidez, hipotensão, alto risco de fibrilação ventricular (pode parecer morto) → Hipotermia grave (Tremor preservado e bom nível de consciência afastam a forma grave)

• Parada cardíaca hipotérmica → RCP prolongada + reaquecimento (ECMO/medidas internas); não declarar óbito até reaquecer (Sinais incompatíveis com a vida pré-resfriamento (ex.: lesões fatais) limitam a reanimação)

• Medir temperatura central + classificar: Termômetro de baixa leitura (central); leve (32-35), moderada (28-32), grave (<28) guiam a estratégia

• Manuseio gentil + reaquecimento por grau: O coração frio fibrila ao manuseio brusco; leve = reaquecimento externo passivo; moderada/grave = ativo externo/interno

• Parada hipotérmica + causas associadas: Prolongar a RCP e reaquecer antes de declarar óbito; tratar álcool, hipoglicemia, sepse, hipotireoidismo, trauma associados

Hipotermia Leve

Passo-chave: 32–35 °C, tremor presente

Fisiopatologia: A resposta de tremor ainda gera calor; o organismo mantém mecanismos compensatórios.

Diagnóstico: Temperatura central 32–35 °C + tremor + paciente alerta.

Tratamento: Ambiente aquecido, remover roupas úmidas, cobertores/reaquecimento externo passivo; líquidos aquecidos.

Alerta: Reaquecimento externo passivo costuma bastar.

Pegadinhas:

  • Tremor presente é bom sinal (compensação ativa).
  • Remover roupa molhada é essencial.
  • Tratar a causa da exposição.

Hipotermia Moderada

Passo-chave: 28–32 °C, cessa tremor, onda J

Fisiopatologia: Com a queda térmica, o tremor cessa e surgem bradicardia, depressão do SNC e alterações de ECG.

Diagnóstico: Temperatura 28–32 °C + cessação do tremor + bradicardia/letargia + onda J no ECG.

Tratamento: Reaquecimento ativo externo + interno (líquidos aquecidos, ar aquecido); monitorização; manuseio cuidadoso.

Alerta: Onda J de Osborn no ECG é característica.

Pegadinhas:

  • Tremor que cessa indica piora.
  • Onda J (Osborn) é típica.
  • Evitar mobilização brusca.

Hipotermia Grave

Passo-chave: <28 °C, coma, risco de FV

Fisiopatologia: A profunda depressão metabólica simula morte (coma, rigidez, pulso imperceptível), com altíssimo risco de fibrilação.

Diagnóstico: Temperatura < 28 °C + coma/rigidez. Pode parecer óbito — confirmar com cuidado.

Tratamento: Reaquecimento ativo interno (lavagens, ECMO/circulação extracorpórea em centros) + manuseio mínimo; suporte avançado.

Alerta: Coração muito irritável — qualquer manipulação pode desencadear FV.

Pegadinhas:

  • Pode parecer morto — não declarar precocemente.
  • Manuseio mínimo (risco de FV).
  • Reaquecimento interno/extracorpóreo nos extremos.

Parada Hipotérmica

Passo-chave: RCP prolongada + reaquecer

Fisiopatologia: A hipotermia protege o cérebro, permitindo recuperação neurológica mesmo após paradas prolongadas, desde que reaquecido.

Diagnóstico: PCR no paciente hipotérmico. Confirmar ritmo e temperatura.

Tratamento: RCP prolongada + reaquecimento ativo (ECMO/circulação extracorpórea ideal); ajustar/limitar drogas e choques até reaquecer.

Alerta: 'Não está morto até estar quente e morto.'

Pegadinhas:

  • Reaquecer antes de declarar óbito.
  • ECMO é o reaquecimento ideal na PCR refratária.
  • Bons desfechos neurológicos são possíveis.