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- EosinofiliaGrau + contexto + lesão de órgão
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Eosinofilia Grau + contexto + lesão de órgão
Causa reativa vs clonal? Contexto (atopia/viagem/fármaco) + lesão de órgão
Como decidir: Atopia/parasita/fármaco (reativa) vs persistente/grave com lesão de órgão (clonal/HES).
• Eosinofilia leve/moderada + atopia (asma, rinite, dermatite atópica, alergia) → Alérgica/atópica (causa mais comum) (Eosinofilia muito alta persistente com lesão de órgão aponta clonal/HES)
• Eosinofilia + viagem/exposição rural + sintomas GI/respiratórios + parasitose → Infecção parasitária (helmintos) (Protozoários geralmente não causam eosinofilia)
• Fármaco recente + rash + febre + disfunção orgânica 2-8 semanas após → DRESS / reação medicamentosa (Sem fármaco-gatilho nem rash sistêmico afasta DRESS)
• Eosinofilia acentuada e PERSISTENTE + lesão de órgão (coração, pulmão, pele, nervo) sem causa reativa → Síndrome hipereosinofílica / neoplasia clonal (Causa reativa identificável (atopia/parasita/fármaco) torna clonal improvável)
• Grau + contexto clínico (CHINA): Colagenose (Connective tissue), Helmintos, Idiopática/HES, Neoplasia, Atopia/Alergia/Asma — organiza as causas
• Rastreio reativo: Parasitológico de fezes seriado, IgE, revisão de fármacos, sorologias; tratar/remover a causa e reavaliar
• Investigar lesão de órgão + clonalidade: Troponina/eco, TC de tórax; se persistente/grave: mielograma e pesquisa de FIP1L1-PDGFRA (responde a imatinibe)
Alérgica / Atópica
Passo-chave: Atopia + eosinofilia leve/moderada
Fisiopatologia: Resposta Th2 das doenças atópicas (asma, rinite, dermatite, alergia alimentar/medicamentosa) eleva os eosinófilos.
Diagnóstico: Eosinofilia leve/moderada + história atópica. IgE costuma estar elevada.
Tratamento: Tratar a doença alérgica de base; evitar o alérgeno.
Alerta: Causa mais comum no ambulatório.
Pegadinhas:
- Eosinofilia costuma ser modesta.
- Asma + eosinofilia alta + infiltrados → pensar EGPA/pneumonia eosinofílica.
- IgE elevada apoia, mas é inespecífica.
Infecção Parasitária
Passo-chave: Helmintos (viagem/exposição rural)
Fisiopatologia: Helmintos teciduais induzem forte resposta eosinofílica; protozoários geralmente não.
Diagnóstico: Eosinofilia + exposição epidemiológica. Parasitológico de fezes seriado; sorologias (Strongyloides, esquistossomose, toxocara).
Tratamento: Antiparasitário específico. Rastrear/empiricamente tratar Strongyloides antes de corticoide/imunossupressão.
Alerta: Strongyloides: rastrear antes de imunossuprimir (risco de hiperinfecção).
Pegadinhas:
- Strongyloides + corticoide = hiperinfecção fatal — rastrear sempre.
- Parasitológico seriado (sensibilidade limitada em amostra única).
- Eosinofilia + viagem é uma combinação clássica.
DRESS / Reação a Fármaco
Passo-chave: Fármaco + rash + febre + disfunção orgânica
Fisiopatologia: Reação de hipersensibilidade tardia a fármacos (anticonvulsivantes, alopurinol, sulfas) com eosinofilia e acometimento sistêmico.
Diagnóstico: Eosinofilia + rash + febre + linfadenomegalia + disfunção de órgão (hepatite), 2-8 semanas após o fármaco.
Tratamento: Suspender o fármaco-gatilho + corticoide sistêmico + suporte. Evitar reintrodução.
Alerta: DRESS é potencialmente fatal — suspender o fármaco imediatamente.
Pegadinhas:
- Latência longa (2-8 semanas) é característica.
- Hepatite é o acometimento visceral mais comum.
- Pode recidivar/reativar (HHV-6).
Hipereosinofílica / Clonal
Passo-chave: Persistente + lesão de órgão
Fisiopatologia: Proliferação clonal de eosinófilos (neoplasia mieloide, p.ex. FIP1L1-PDGFRA) ou síndrome hipereosinofílica idiopática infiltra e lesa órgãos.
Diagnóstico: Eosinofilia acentuada e persistente + lesão de órgão, após excluir causas reativas. Mielograma + pesquisa de rearranjos (FIP1L1-PDGFRA).
Tratamento: FIP1L1-PDGFRA: imatinibe (resposta excelente). HES: corticoide ± citorredutor; monitorar coração.
Alerta: Acometimento cardíaco (fibrose endomiocárdica) é a principal causa de morbimortalidade.
Pegadinhas:
- FIP1L1-PDGFRA responde dramaticamente a imatinibe.
- Rastrear acometimento cardíaco (troponina/eco).
- Diagnóstico de exclusão das causas reativas.