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- Gamopatia MonoclonalComponente M → caracterizar
- Gamopatia MonoclonalComponente M → caracterizar
Gamopatia Monoclonal Componente M → caracterizar
MGUS vs Mieloma vs outras CRAB + % de plasmócitos + tipo de imunoglobulina
Como decidir: Sem CRAB e proteína baixa = MGUS (vigiar). CRAB + plasmócitos ≥10% = mieloma. IgM = Waldenström. Cadeia leve + depósito = amiloidose.
• Componente M baixo + plasmócitos medulares <10% + SEM lesão de órgão (sem CRAB) → MGUS (acompanhamento) (Lesão de órgão ou plasmocitose ≥10% reclassifica como mieloma)
• Lesão de órgão CRAB (hiperCalcemia, insuficiência Renal, Anemia, lesões ósseas/Bone) + plasmócitos ≥10% → Mieloma múltiplo (Ausência de CRAB com proteína baixa aponta MGUS)
• Pico IgM + hiperviscosidade (visão turva, sangramento mucoso, neuro) + infiltração linfoplasmocitária → Macroglobulinemia de Waldenström (Componente IgG/IgA com lesão óssea aponta mieloma)
• Cadeias leves + síndrome nefrótica / cardiomiopatia / neuropatia + depósito amiloide (vermelho-congo) → Amiloidose AL (Lesão óssea lítica sem depósito amiloide aponta mieloma)
• Eletroforese + imunofixação + cadeias leves livres: Caracterizar e quantificar o componente M (soro e urina); relação de cadeias leves livres detecta doença oligossecretora
• Rastreio de CRAB: Cálcio, creatinina, hemograma e pesquisa de lesões ósseas (séries ósseas/RM/PET) definem se há lesão de órgão (mieloma)
• Mielograma + % de plasmócitos: Plasmócitos clonais ≥10% sustentam mieloma; <10% sem CRAB sustentam MGUS (vigiar evolução)
MGUS
Passo-chave: Sem CRAB + plasmócitos <10% → vigiar
Fisiopatologia: Pequeno clone plasmocitário produz proteína monoclonal sem causar lesão de órgão.
Diagnóstico: Componente M baixo + plasmócitos <10% + sem CRAB. Diagnóstico de exclusão das formas malignas.
Tratamento: Não tratar; acompanhar (eletroforese seriada) pela possibilidade de progressão.
Alerta: É benigna, mas exige seguimento (risco de progressão ~1%/ano).
Pegadinhas:
- Mais comum das gamopatias.
- Progride para mieloma/Waldenström a ~1% ao ano.
- Não tratar — apenas vigiar.
Mieloma Múltiplo
Passo-chave: CRAB + plasmócitos ≥10%
Fisiopatologia: Proliferação clonal de plasmócitos na medula causa lesões ósseas líticas, anemia, hipercalcemia e nefropatia (cadeias leves).
Diagnóstico: Componente M + plasmócitos clonais ≥10% (ou plasmocitoma) + lesão de órgão CRAB.
Tratamento: Encaminhar à hematologia; esquemas de indução ± transplante autólogo + suporte (bisfosfonato, manejo renal).
Alerta: Dor óssea + anemia + insuficiência renal + hipercalcemia: pensar mieloma.
Pegadinhas:
- Lesões líticas em 'saca-bocado'; cintilografia óssea é pouco sensível.
- Insuficiência renal por cadeias leves (cilindros).
- Maior risco de infecções (imunoparesia).
Waldenström (IgM)
Passo-chave: IgM + hiperviscosidade
Fisiopatologia: Linfoma linfoplasmocitário secreta IgM monoclonal, cuja alta concentração eleva a viscosidade do sangue.
Diagnóstico: Pico IgM + infiltração medular linfoplasmocitária. Avaliar viscosidade se sintomas.
Tratamento: Tratamento hematológico específico; plasmaférese na síndrome de hiperviscosidade aguda.
Alerta: Hiperviscosidade sintomática é emergência → plasmaférese.
Pegadinhas:
- Visão turva, epistaxe e sintomas neurológicos = hiperviscosidade.
- IgM (não IgG/IgA) é a marca.
- Raramente causa lesão óssea lítica.
Amiloidose AL
Passo-chave: Cadeia leve + depósito em órgãos
Fisiopatologia: Cadeias leves monoclonais formam fibrilas amiloides que se depositam em rim, coração, fígado e nervos.
Diagnóstico: Componente de cadeias leves + acometimento de órgão + biópsia com vermelho-congo (birrefringência verde-maçã).
Tratamento: Tratamento direcionado ao clone plasmocitário + suporte dos órgãos acometidos.
Alerta: Síndrome nefrótica + cardiomiopatia + macroglossia: suspeitar de amiloidose.
Pegadinhas:
- Procurar em síndrome nefrótica + cardiopatia infiltrativa inexplicadas.
- Macroglossia e equimoses periorbitárias são pistas.
- Biópsia (gordura abdominal/órgão) com vermelho-congo confirma.