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  • EsplenomegaliaO grau direciona o diferencial

Esplenomegalia O grau direciona o diferencial

Maciça vs Moderada; qual mecanismo? Grau do baço + contexto (epidemiologia BR)

Como decidir: Maciça = lista curta (LMC, mielofibrose, calazar, malária, depósito). Moderada = congestiva/infecciosa/hematológica.

• Baço MACIÇO (cruza a linha média ou ultrapassa a cicatriz umbilical, palpável na fossa ilíaca) → Diferencial curto: LMC, mielofibrose, leishmaniose visceral (calazar), malária crônica, doença de depósito (Gaucher), linfoma indolente/tricoleucemia, talassemia maior (Baço pouco aumentado abre o leque amplo (congestiva, infecciosa, hemólise))

• Esplenomegalia moderada + estigmas de hepatopatia/hipertensão portal (cirrose, varizes, ascite) → Esplenomegalia congestiva (hipertensão portal) (Ausência de doença hepática/portal afasta causa congestiva)

• Esplenomegalia + síndrome infecciosa (febre arrastada, EBV, endocardite, calazar, TB, HIV, malária) → Esplenomegalia infecciosa (Sem contexto infeccioso, considerar hematológica/congestiva)

• Esplenomegalia + hemólise crônica / doença linfo ou mieloproliferativa / infiltração → Esplenomegalia hematológica/infiltrativa (Quadro puramente congestivo/infeccioso torna menos provável)

• Confirmar + graduar (exame + USG): Confirmar que é baço (vs massa/rim) e medir; o GRAU é o discriminador central — maciça reduz drasticamente o diferencial

• Contexto epidemiológico (Brasil): Em área endêmica, calazar (leishmaniose visceral) e malária são causas importantes de esplenomegalia maciça febril — pesquisar ativamente

• Hemograma + esfregaço + complementares: Hiperesplenismo (citopenias); esfregaço (LMC: leucocitose com desvio; mielofibrose: dacriócitos); sorologias/parasitológico conforme suspeita

Esplenomegalia Maciça

Passo-chave: Lista curta: LMC, mielofibrose, calazar, malária

Fisiopatologia: Poucas doenças levam o baço a ultrapassar a linha média: proliferação clonal (LMC, mielofibrose com hematopoese extramedular), parasitas que residem no baço (Leishmania no calazar, Plasmodium na esplenomegalia malárica hiper-reativa), depósito (Gaucher) e linfomas indolentes/tricoleucemia.

Diagnóstico: Baço maciço ao exame/USG. Direcionar: hemograma+esfregaço (LMC/mielofibrose), parasitológico/sorologia e aspirado (calazar), gota espessa (malária), mielograma/biópsia conforme.

Tratamento: Específico da causa (ex.: inibidor de tirosino-quinase na LMC; anfotericina B lipossomal no calazar; antimalárico na malária).

Alerta: No Brasil febril, pensar precocemente em calazar e malária.

Pegadinhas:

  • 'Cruza a linha média' = pense na lista curta, não no leque amplo.
  • Calazar: febre + esplenomegalia maciça + pancitopenia + hipergamaglobulinemia.
  • LMC: leucocitose acentuada com toda a série granulocítica + BCR-ABL.

Congestiva (Hipertensão Portal)

Passo-chave: Cirrose/portal → baço moderado

Fisiopatologia: O aumento da pressão no sistema porta (cirrose, trombose de veia porta/esplênica) congestiona e aumenta o baço, com hiperesplenismo.

Diagnóstico: Esplenomegalia moderada + sinais de hepatopatia/hipertensão portal. USG com Doppler do sistema porta.

Tratamento: Tratar a doença hepática e as complicações da hipertensão portal.

Alerta: Esplenomegalia + plaquetopenia é marcador de hipertensão portal.

Pegadinhas:

  • Plaquetopenia costuma ser o primeiro sinal de hiperesplenismo.
  • Trombose de veia esplênica dá esplenomegalia isolada.
  • Raramente atinge o grau 'maciço'.

Infecciosa

Passo-chave: EBV/endocardite/calazar/TB/HIV

Fisiopatologia: Estimulação imune e/ou parasitismo do baço em infecções agudas (EBV, CMV) e crônicas (endocardite, calazar, TB, HIV, malária).

Diagnóstico: Esplenomegalia + síndrome infecciosa. Sorologias (EBV, HIV), hemoculturas/eco (endocardite), parasitológico (calazar/malária).

Tratamento: Tratar a infecção específica.

Alerta: Mononucleose: risco de rotura esplênica — evitar trauma/contato.

Pegadinhas:

  • Calazar pode evoluir para esplenomegalia maciça (ver folha 'maciça').
  • Mononucleose: orientar sobre risco de rotura.
  • Endocardite com esplenomegalia + embolias.

Hematológica / Infiltrativa

Passo-chave: Hemólise / linfoproliferativa / depósito

Fisiopatologia: Hemólise crônica (trabalho esplênico aumentado), doenças linfo/mieloproliferativas e infiltração (amiloide, depósito) aumentam o baço.

Diagnóstico: Esplenomegalia + achados hematológicos (esfregaço, hemólise, linfocitose) ou de infiltração. Mielograma/biópsia conforme.

Tratamento: Conforme o diagnóstico hematológico de base.

Alerta: Esplenomegalia + linfadenomegalia + sintomas B → investigar linfoma.

Pegadinhas:

  • Hemólise crônica (esferocitose, talassemia) cursa com esplenomegalia.
  • Linfomas e leucemias crônicas no diferencial.
  • Conectar com os frameworks de anemia hemolítica e linfadenomegalia.