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  • HipercalemiaK > 5,5 mEq/L
      • Leve-Moderada (sem ECG)5,5-6,4Dieta + resina
      • Grave ou com ECG≥ 6,5 / alteração ECGCa + insulina/glicose + diálise

Hipercalemia K > 5,5 mEq/L

ECG + Excluir Pseudo Alteração ECG = risco de vida

Como decidir: T apiculada → PR longo → QRS largo → sinusoidal → FV

• K alto SEM alteração de ECG nem causa + hemólise no tubo → Pseudohipercalemia (Artefato — repetir coleta sem garrote confirma)

• K 5,5-6,4 sem alteração de ECG → Leve-moderada (Dieta, resina, corrigir causa)

• K ≥ 6,5 OU alteração de ECG (T apiculada→QRS largo→sinusoidal) → Grave (emergência) (Estabilizar membrana já)

• IRC com TFG baixa + acidose → Causa renal (↓ excreção) (Principal causa crônica)

• IECA+BRA+espironolactona / AINE → Medicamentosa (Combinação de bloqueadores do SRAA é alto risco)

• ECG: Define urgência: T apiculada → PR longo → QRS largo → sinusoidal → FV. Alteração = tratar já

• Repetir coleta: Excluir pseudohipercalemia (hemólise, garrote, leucocitose/trombocitose extremas)

• Sequência terapêutica: 1º gluconato de cálcio (protege, não baixa K) → insulina+glicose/beta2 (desloca) → furosemida/resina/diálise (elimina)

Pseudohipercalemia

Passo-chave: Repetir coleta sem garrote

Fisiopatologia: Liberação de K in vitro (hemólise, leucocitose/plaquetose extremas).

Diagnóstico: K alto sem alteração de ECG nem causa; repetir confirma.

Tratamento: Nenhum — é artefato.

Alerta: Hemólise no tubo é a causa mais comum.

Pegadinhas:

  • Hemólise da amostra é a 1ª hipótese.
  • Leucemia/trombocitose: separar plasma rápido.
  • Não tratar sem confirmar.

Leve-Moderada (sem ECG) 5,5-6,4

Insuficiência Renal

Passo-chave: Dieta + corrigir acidose + ajuste de fármacos

Fisiopatologia: ↓ excreção renal de K (principal causa crônica).

Diagnóstico: IRC com TFG baixa; acidose associada.

Tratamento: Dieta hipopotássica, resinas, corrigir acidose.

Alerta: TFG < 15 refratária: diálise.

Pegadinhas:

  • Acidose desloca K para fora da célula.
  • Ajustar IECA/BRA.
  • Diálise resolve quando refratário.

Medicamentosa

Passo-chave: Suspender o agente

Fisiopatologia: Fármacos reduzem a excreção ou deslocam K (IECA, BRA, espironolactona, AINE).

Diagnóstico: Relação temporal com o fármaco.

Tratamento: Suspender o agente responsável.

Alerta: IECA+BRA+ARM juntos: alto risco.

Pegadinhas:

  • Combinação de bloqueadores do SRAA é perigosa.
  • Monitorar K ao iniciar IECA/BRA.
  • Betabloq pode contribuir por redistribuição.

Grave ou com ECG ≥ 6,5 / alteração ECG

Estabilizar Membrana (Ca)

Passo-chave: Gluconato de cálcio EV

Fisiopatologia: Cálcio antagoniza o efeito do K na membrana do miocárdio.

Diagnóstico: Indicado se ECG alterado (T apiculada, QRS largo).

Tratamento: Gluconato de cálcio 10% EV; efeito em minutos.

Alerta: NÃO reduz o K — só protege o coração.

Pegadinhas:

  • Protege, mas não remove o potássio — seguir com medidas de eliminação.
  • Efeito curto (30-60 min).
  • Não aguardar o K para dar cálcio se ECG ruim.

Eliminar o Potássio

Passo-chave: Insulina+glicose → beta2 → furosemida → resina → diálise

Fisiopatologia: Redistribuição (insulina, beta2) e remoção (furosemida, resina, diálise).

Diagnóstico: Definida a gravidade, escalonar as medidas.

Tratamento: Insulina + glicose; salbutamol; furosemida; resina; diálise.

Alerta: Diálise se refratário/oligúrico/QRS largo.

Pegadinhas:

  • Insulina sem glicose causa hipoglicemia.
  • Resinas demoram horas — não são medida de emergência.
  • Diálise é a remoção definitiva.